O coração dela havia batido por alguém durante todo aquele ano – alguém que não era ele. Ela nunca o desejou, mas desejava o que se sente quando se é desejada.
Seu espírito de menina / mulher sempre adorou brincar com o desejo masculino. Sofia brincava com os desejos dele, gostava de vê-lo intumescido, rijo, mas nunca o havia desejado, até aquela manha primaveril em uma das bem divididas avenidas de ilhéus.
- Você vai!
- Não, eu não vou..
- Vai.
_ Não...
Para ela pouco importava se iriam ou não, mas adorava saber que o desejo dele por ela o faria fazer tudo quanto ela quisesse.
Aproximou-se a ponto de tocar seus lábios no dele;
- Você vai - disse sussurrando.
-Não v... Perderam-se as palavras no turbilhão que lhe subia pelas entranhas. Ela sabia o que ele sentia, seus olhos gritavam. Beijaram-se.
Orgasmo de corpo pra ele, nela só a alma lambuzava-se de tanto desejo.
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