Dai-me Oh Deus, pelo amor de tua misericórdia
Serenidade e equilíbrio de espírito
Para lidar de forma humana
Com os olhares reprovadores,
Julgadores e condenadores
Dos que não me compreendem.
Pois o meu silêncio, Senhor, diz em calar
Que minha voz não é ouvida
E quando ouvida não é compreendida
Por isso tão alto eu falo
E tantas sãos as palavras que uso.
Ajuda-me Senhor a não sucumbir a ira
Que me invade diante desses olhares
E desses comentários que são soltos no ar como flechas perdidas
Mas que tem um veneno dirigido, certeiro
Que por mais que não me mate, me atinge.
E quantas são as vezes que me canso de me defender?
Responda-me Senhor, sou mesmo assim tão estranha e tão ruim?
Será minha língua tão incompreensível?
Meus caminhos são mesmo tão tortuosos assim?
Por algum acaso o veneno das flechas que me perseguem nascem de mim?
Se as respostas forem sim Senhor, me ajude
A compreender porque me construístes assim
Mas por favor, Senhor, não permita que eu queira mudar
Pois se os danos das flechas não me gastam
È com carinho que olho o reflexo do espelho.
Por fim, obrigado Senhor, pois pelo não ou pelo sim
E até pelo talvez
Sou uma estranha feliz!