Nunca desejei tanto me embriagar em teu veneno.
Tão doce quanto mortífero!
Tão atraente quanto fatal!
Dói!
Como se todo o meu corpo estivesse em conversão,
Minha mente se recusa a funcionar
E o que ontem eram palavras fortes e audíveis
Hoje não passam de sussurros imperceptíveis
Olhos.
Cheiros.
Boca.
Pele.
Medo e desejo
Misturados, melados...confrontados!
E eu indo até o fim
Para a morte, mas indo até o fim...
Para saber, saber onde vai dar...
Para saber até onde vou suportar....
Esse louco desejo
Que só deseja
O seu desejo.
E a sempre presente vontade que tenho de te cortar,
Rasgar,
Despir,
De te engolir com casca e tudo!
Pra ver se mata a sede
Ou pra saber se essa sede me mata de uma vez!
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