Encontro


Quando teu corpo encontra o meu corpo.
Quando as temperaturas se somam,
Os cheiros se confundem,
Os sumos se misturam.
É quando há todas as reações em cadeia.



Os montes se desfazem,
Os mares transbordam,
As cidades tornam-se desertos.

Um suave toque teu reverbera...
Faz calamidade em minha pequena Terra.

Há choque!

E aonde os meros mortais vêm as tão comuns luzes fluorescentes
Eu em minha loucura visceral vejo fogos de artificio,
Chuva de meteoro,
Aurora boreal.

Aonde os mortais vêm beijo
Eu sinto o fim do mundo,
Um mundo que se reúne num ponto mínimo em mim
E que se contrai,
Que se retrai
E se expande ate não mais caber em mim.

Há milhões de milagres quando teu corpo encontra o meu corpo.
Há água, terra, fogo, ar.

Ah, como o ar se torna raro em meus pulmões!!

E a água abundante na fenda entre minhas pernas!

Ah, como o fogo consome planícies e vales!


E acaba que havendo mundo fora de nós,
Eu o nego e desconheço,

Porque quando meu corpo encontra o teu corpo
Tudo que posso querer é me dissolver,
Me afogar e morrer em você.

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