Quando teu corpo encontra o meu corpo.
Quando as temperaturas se somam,
Os cheiros se confundem,
Os sumos se misturam.
É quando há todas
as reações em cadeia.
Os montes se
desfazem,
Os mares transbordam,
As cidades
tornam-se desertos.
Faz calamidade em
minha pequena Terra.
Há choque!
E aonde os meros
mortais vêm as tão comuns luzes fluorescentes
Eu em minha loucura visceral vejo
fogos de artificio,
Chuva de meteoro,
Aurora boreal.
Aonde os mortais
vêm beijo
Eu sinto o fim do
mundo,
Um mundo que se reúne num ponto mínimo em mim
E que se contrai,
Que se retrai
E se expande ate
não mais caber em mim.
Há milhões de
milagres quando teu corpo encontra o meu corpo.
Há água, terra,
fogo, ar.
Ah, como o ar se torna
raro em meus pulmões!!
E a água abundante na fenda entre minhas
pernas!
Ah, como o fogo
consome planícies e vales!
E acaba que
havendo mundo fora de nós,
Eu o nego e
desconheço,
Porque quando meu
corpo encontra o teu corpo
Tudo que posso querer é me dissolver,
Me afogar e
morrer em você.
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