Essa covardia
que me protege e envergonha.
Mantém-me em confortáveis lençóis de dor.
Não uma dor
aguda, presente...
Uma dor vinda
do conforto que depões contra mim,
Que expõe o quão
fracas são minhas fortalezas.
Tenho usado
continuamente o piloto automático e fugido dos pensamentos,
Porque ainda que os questionamentos sejam
diferentes
Os toques são sempre iguais.
Afinal são só
sombras o que vejo,
As mesmas sombras repletas de cores desbotadas
Que por já
terem sido intensas um dia
Ainda sobrevivem da forca do que foram.
E piora
Muito
Quando de vez em quando aparecem olhinhos
novos
Ou novos
sorrisos encantadores
Alguém que
traz consigo uma cor diferente
Uma luz mais
radiante
Alguém com
que eu não me importo em falar por horas e horas e horas.
Alguém capaz de fazer meu corpo vibrar.
Alguém capaz de fazer meu corpo vibrar.
Mas, atrelado ao prazer de sentir a vida pulsar
em mim de novo
Persisti a dor
de saber que esta ali meu desejo,
O desejo que
eu tenho tanto medo de tocar...
Talvez por
isso eu tenha estado tão afeita a luzes que não podem brilhar só pra mim,
Para evitar
que minha covardia se revele
A luz dessa
verdade!
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