Hoje estou num daqueles dias em que tudo de que preciso
É do silencio aterrador de minh’alma.
Vou desligar o celular,
Fechar as redes sociais,
Apagar as luzes,
Deixar todos os medos e desejos da porta pra fora de meu
quarto.
Porque em mim já há suficientes tristezas.
Hoje quero a doce companhia
de meus monstros internos,
Quero me olhar nos olhos.
Vou retirar a maquiagem,
Soltar os cabelos,
Livrar-me de minhas
roupas,
De minhas mascaras,
De meus sorrisos fabricados
Hoje vou olhar no fundo dos olhos da minha dor e dizer-lhe
"- Venha
filhinha, sente-se aqui. Desculpe-me pelo inútil esforço de te ignorar por todos
esses dias. Desculpe-me por mais uma vez sucumbir a ditadura da felicidade, venha
cá.... fale-me sobre mim."
Hoje vou suspender a medicação, dispensar os anestésicos e
os ansiolíticos,
Vou ignorar todas as expectativas externas,
Todos as tentativas de satisfazer,
De encantar,
Hoje vou
rejeitar todos os olhares.
Hoje não sou psicóloga,
Nem estudante,
Nem namorada,
Nem
fêmea, nem filha,
Não sou ateu, nem crente.
Hoje só quero tocar minha humanidade,
aquilo ainda me diferencia de máquinas frias
e funcionais.
Hoje eu vou reencontrar o orgânico, o vivo...
Voou ficar sozinha,
Física,
Psíquica
E espiritualmente
Que é pra
ver se eu me encontro...é só pra ver se eu me encontro!
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